Peças Encenadas

Um dia Sodoma, no outro Gomorra

UM DIA SODOMA,
NO OUTRO GOMORRA

Dois libertinos, interpretados por Pablo Parra e Isa Meza Tzin, vivem sua sensualidade escandalosa presos numa jaula. Vargas, um libidinoso vulgar, é um carrasco ambíguo com um passado comprometedor. Atua sem intermediários no controle de todas as perversidades. Gilda, uma devassa deprimida, busca encontrar sua dignidade perdida. Tenta sair de uma condição já suficientemente gradeada pela paixão licenciosa.

Os desejos impuros dos dois e sua vontade de escapar chocam-se com uma nova era infame. A devassidão contemporânea mudou-se para Gomorra e eles tem que enfrentar um novo comércio de si mesmos.

“Num Dia Sodoma, No Outro Gomorra” foi iluminada à luz de velas. Os atores não utilizavam maquiagem nem figurino. A ação dramática acontecia numa jaula cercada pelas fotos de Gilberto Perin.

É um texto teatral inquietante. A polêmica se conjuga nos delírios sexuais dos personagens, que adoram Joe Pig, uma cabeça de porco, enquanto carregavam um piano quebrado. O culto ao Deus Porco era um protesto. Apesar de muda, a sinistra carcaça representava um grito contra a matança cruel dos animais abatidos para consumo humano.

A encenação mostra um confronto com o Brasil contemporâneo. Encarava de frente o autoritarismo e a realidade política que atravessamos. Modinhas satíricas compostas e interpretadas ao violão por Pablo Parra entrecortavam a cena. Iza Meza Tzin, atriz de extraordinário potencial dramático, interpretava uma mulher destruída pela opressão, numa performance carregada de força e lirismo.

O fotógrafo Gilberto Perin acompanhou os ensaios registrando com sua câmera as sutilezas e os desafios da interpretação. Seu ensaio fotográfico compunha um pano de fundo, em exposição no próprio palco do teatro, formando uma visão surreal do espetáculo.

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Pablo Parra e Iza Meza Tzin
Exposição Fotográfica e Fotos de Cena: Gilberto Perin
Canções: Pablo Parra com letras de Julio Zanotta
Design Gráfico: Fábio Zimbres
Manutenção: Antônio Taborda
Assistente de Direção: João Garmendia
Produção: Patrik Simões
Texto e Direção: Julio Zanotta

DATA DE ESTREIA:
18 de outubro de 2019 no Museu do Trabalho
em Porto Alegre/RS

NA IMPRENSA

Dramas e Comédias de Zanotta a Dumas

Vargas, um carrasco ambíguo com um passado comprometedor, atua sem intermediários no controle de todas as perversidades. A deprimida Gilda busca encontrar sua dignidade perdida e sair de uma condição já superficialmente gradeada pela paixão licenciosa.

Correio do Povo

18 de outubro de 2019
Por: Redação Correio do Povo
Fotografias de Gilberto Perin ganham a cena

Mas o visionário Júlio propôs algo além do registro de imagens, decidiu colocar minhas fotografias no ambiente cênico do espetáculo. Ou seja, as fotos fazem parte do contexto e se integram a tudo, personagens, luz, atmosfera e conceito do diretor.

Matinal Jornalismo

15 de outubro de 2019
Por: Roger Lerina
Estreia peça da trilogia de Julio Zanotta no Teatro do Museu do Trabalho

Na suspeita Sodoma, a liberdade é loucura e a crueldade é fascínio. Vargas, um libidinoso vulgar, é um carrasco ambíguo com um passado comprometedor. Gilda, uma devassa deprimida, busca encontrar sua dignidade perdida.

Jornal do Comércio

18 de outubro de 2019
Por: Redação Jornal do Comércio

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