Semana Zanotta

A Semana Julio Zanotta, um evento realizado pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre e coordenado por Breno Ketzler apresentou em nove noites, dentre os dias 19 e 27 de agosto de 2013, leituras dramáticas de textos inéditos do dramaturgo dirigidas por diretores da cena porto-alegrense, seguidas de debates com o público. As apresentação ocorreram na sala Álvaro Moreyra.

Os diretores João de Ricardo, João Ubiratan Vieira, Roberto de Oliveira, Edu Kraemer, Léo Maciel, Bob Bahlis e Arlete Cunha dirigiram as leituras dramáticas. Cada um foi responsável por um texto. Nas duas últimas noites foram apresentados dez breves textos eróticos, apresentados pelo autor como “teatro porNÔ”, com direção de Daniel Colin e Tainah Dadda.

(confira as obras abaixo)

O Homem Jaguar Pássaro Serpente

Conta a história do Homem Jaguar Pássaro Serpente, antigo deus que regressa ao Peru disfarçado de mochileiro. É uma viagem alucinógena pelos mitos e pela história social e antropológica do mundo andino.

A Cordilheira do Andes, com toda sua imponência e magnificência, é o cenário da viagem do Homem Jaguar Pássaro Serpente. Ao mesmo tempo em que busca suas raízes procura compreender o que aconteceu em cinco séculos de dominação colonial. O mochileiro desembarca na cidade do Cuzco e viaja pelos pueblos perdidos do alto da Cordilheira. Encontra bruxos e adivinhos, descendentes do império Incaico e representantes dos espanhóis colonizadores. Interna-se nas selvas da Amazônia peruana e recebe uma iniciação de um xamã indígena. Num ritual com o enteógeno Hayauasca vê todo o seu passado e recebe a missão que deverá cumprir no futuro.

O mochileiro transforma-se a cada cena. É Homem, no choque da cultura indígena com os colonialistas europeus. É Pássaro quando voa nas azas do sonho e do mito. É Jaguar ao enfrentar as altitudes geladas dos Andes e encontrar seus habitantes nativos. Torna-se Serpente ao conhecer o poder das drogas para “embrujar”.

O texto “O Homem Jaguar Pássaro Serpente” é uma mensagem de latinidade. Uma proposta onírica de contato com o universo indígena submetido ao domínio do homem branco. O argumento é realista e mágico, delirante em seus mistérios, pirado nas alegorias e ambientações exóticas. Zanotta morou quatro anos no Peru e perambulou dois anos pela América Latina. O texto baseia-se nas suas vivências.

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Junior Sifuentes, Elisa Heidrich, Francine Kliemann,
Pablo Damian, Pingo Alabarce e Jéssica Barbosa
Direção: Roberto Oliveira

Apresentado dia 19 de agosto de 2013

Ilustração por: Gabe Benedyct
para o Caderno de Teatro O Homem Jaguar Pássaro Serpente

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Louco

É a primeira versão para teatro do livro Louco, escrito por Julio Zanotta a partir dos desenhos de Pena Cabreira.

A loucura tem sido um tema discutido à exaustão, mas raras são as criações no palco onde atores interpretando seus delírios sem concessões, recusando intermediários. O texto busca inda mais o adensamento de uma condição já suficientemente emparedada. Os personagens não escapam do horror e fascínio da loucura. Sucumbem a um estranho sortilégio (ou privilegio). Perdem o controle numa privação extrema que para eles é a suprema liberdade.

O texto procura escapar da verborragia sem pé nem cabeça. Ao contrário, seu ritmo busca ser ágil, seco, substantivo. Não há truque. Encara de frente esse mundo quase só de sombras inarredáveis e luzes ofuscantes, num desequilíbrio da perspectiva. As frases cortam rápido, os loucos não discursam, alucinam. Não há ninguém entre o personagem e os intérpretes. “Louco” procura o susto, a surpresa.

Entre a normalidade e a insanidade o mundo tece sua malha correcional e fabrica cada vez mais novas espécies de delirantes. Neste confronto da palavra com o teatro a loucura grita seu cárcere. A loucura é horror, a loucura é fascínio.

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Arlete Cunha, Renato Del Campão
Direção: Edu Kraemer

Apresentado dia 20 de agosto de 2013

Ilustração por: Gabe Benedyct
para o Caderno de Teatro Louco

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Ulisses no País das Maravilhas

Foi a primeira encenação de um dos textos preferidos do autor. Aquele em que a personagem símbolo e fetiche de parte de sua obra é apresentada sem retoques. É o drama de Maria Clara, a garota pirada e sensitiva que entra em transes místicos e encarna a irmã morta ainda no útero da mãe.

Escritor fracassado encontra garota numa noite em que a cidade é tomada pela rebelião e envolvem-se em suas dores e nostalgias. Maria Clara, garota sensível, entra no apartamento de Ulisses pela porta aberta que foi pedalada pela polícia. O apartamento está em ruínas e, num clima de dúvidas e angustia os dois armam um jogo de sedução e descontrole. Uma insurreição toma conta das ruas da cidade enlouquecida. O barulho do tumulto invade a cena: tiros, correrias, gritos, explosões.

Ulisses está sozinho e desgarrado, viciou-se em crack e vendeu tudo que tinha no apartamento para comprar a droga. Só lhe resta uma velha máquina de escrever Remington, na qual datilografa obsessivamente.

Maria Clara entra e acende uma vela. Fala das suas dores, da loucura, das decepções, conta que está esperando a chegada do noivo, com quem vai casar para escapar do jugo familiar. Ulisses não aceita, fica indignado. Maria Clara procura o celular para telefonar para a mãe. Acabou a bateria, cortaram a luz do apartamento. Maria Clara, perturbada, entra no banheiro e lá dentro discute com um ser sinistro que só ela enxerga. Ao retornar interpreta um diálogo com o seu duplo. A “outra” é a irmã gêmea que morreu ainda no útero da mãe para que Maria Clara pudesse nascer.

Ulisses sai, dizendo que vai telefonar de um orelhão para a mãe de Maria Clara. Ulisses volta. Está perplexo, trocou sua máquina de escrever por uma pedra de crack. Falou com a mãe de Maria Clara e está de cara com o que ficou sabendo. Abraçam-se. Ulisses está dilacerado. Maria Clara está arrasada. Possuída, recita uma interminável cantilena num dialeto ancestral.

Ulisses fuma sua última pedra de crack.

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Ana Paula Schneider e Elison Couto
Classificação: 18 anos

Apresentado dia 21 de agosto de 2013

Ilustração por: Gabe Benedyct
para o Caderno de Teatro Ulisses no País das Maravilhas

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Luiza Felpuda

Musical dramático. Texto baseada no bárbaro assassinato de Luíza Felpuda, homossexual, proprietário de uma casa de encontros famosa em Porto Alegre no anos 70, frequentada por pessoas de todas as classes sociais.

Luíza Felpuda, educado e culto, é oriundo de uma família tradicional na política. Mantém uma agenda com o nome dos frequentadores da sua casa, pratica agiotagem e controla com habilidade e astúcia os movimentos das personagens. É assassinado com selvageria. Seu corpo foi mutilado, castrado e empalado. O irmão paraplégico de Luíza também é morto ao tentar intervir. O assassino incendeia o casarão e foge.

Um dos suspeitos do crime, o travesti Joelma, é interrogado e torturado no pau-de-arara pelo Delegado. Homossexual enrustido, o Delegado é viciado em drogas injetáveis que mantém uma ambígua relação com Luísa Felpuda.

Jairo, o assassino, é preso. Trata-se de um jovem perturbado, agressivo e, ao mesmo tempo, emotivo. Perdido numa malha de circunstâncias adversas é incapaz de achar uma saída para sua própria vida. Revive a noite terrível, onde o passado e o presente se confundem no mesmo espaço.

FICHA TÉCNICA:
Elenco: João Carlos Castanha, Lauro Ramalho, Rafael
Ewald e Rafael Tombini Kerber
Direção: Léo Maciel

Apresentado dia 22 de agosto de 2013

Ilustração por: Gabe Benedyct
para o Caderno de Teatro Luiza Felpuda

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A Ninfa Dragão

Norton, nascido no vórtice do universo, onde o tempo hesita mas prossegue em pacotes densos, penetra na atmosfera da Terra. Seu impacto com o solo, na Amazônia oriental, a 100.000 anos, abre uma cratera gigantesca. É encontrado por um professor de Biônica e enviado para o Instituto Jacutinga, em Cubatão, São Paulo.

O Instituto Jacutinga é um renomado centro científico, de reputação internacional. Nos seus laboratórios indivíduos de espécies incompatíveis copulam, câmaras frigoríficas conservam fósseis reativados, potes de segurança aprisionam bactérias rebeldes recombinadas, gases provocam ausência de gravidade, órgãos humanos são produzidos em série, robots nanométricos operam com inteligência artificial.

Norton é submetido a todo tipo de experiências científicas pelo Dr. Kirihara, cientista nissei colecionador de relíquias Pop, um ancião rejuvenescido com produtos genéticos, contrabandista de plutônio para as usinas atômicas árabes.

Norton, torna-se o ponto central para onde convergem os interesses da comunidade científica mundial. Gera pensamento impossível de ser sabotado e prepara seus ventrículos para expressar suas emoções.

O Dr. Kirihara criou em laboratório a Ninfa Dragão, homem e mulher num só corpo. A notícia sacode a sociedade interplanetária do século XXI. Mas alguma coisa deu errada. A Ninfa Dragão nasce com sete metros de altura, com duas bocas onde deveriam estar as orelhas e uma só orelha no lugar da boca. Tem dois narizes abaixo das sobrancelhas e um olho onde estaria o nariz. Os dois seios estão nos seus lugares, mas a vagina, infelizmente, trocou de lugar com o umbigo.

Quando o Dr. Jurupitã Kirihara é assassinado os cientistas introduzem Norton no interior da Ninfa Dragão para que ele encontre o código secreto que lhe permitirá recobrar sua forma original. Introduzido pela vagina da Ninfa Dragão, Norton avança com movimentos vacilantes. Encontra uma cápsula branca. Poderia ser um câncer, mas é um grão de arroz. Ali o Dr. Jurupitã Kirihara ocultou o código secreto que permitirá a reconstrução da Ninfa Dragão.

Norton acha que o lugar é o ideal para procriar, manipulando o código secreto que o Dr. Kirihara escondeu, fecunda os óvulos da Ninfa Dragão e prepara-se para procriar uma prole de novos seres. Norton rompe suas relações com o Instituto Jacutinga e é devorado pelas próprias crias que gerou, vírus indestrutíveis.

A Ninfa Dragão é abandonada no lixão municipal. Mas sobrevive e espalha os vírus que gerou com Norton por entre galerias e blocos de apartamentos, bunkers subterrâneas, fábricas clandestinas, edifícios blindados, cafés, restaurantes, hospitais, penitenciárias, escritórios, delegacias, cinemas, teatros, museus, prefeituras.

A Ninfa Dragão flutua numa esfera azul. Acompanha com cuidado o crescimento da sua geração. A que substituirá os humanos na Terra.

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Andressa Cantergiani, Carina Sehn, João de Ricardo e Walney Costa
Som: Roger Canal
Direção: João de Ricardo

Apresentado dia 23 de agosto de 2013

Ilustração por: Gabe Benedyct
para o Caderno de Teatro A Ninfa Dragão

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Amor no Facebook

A peça narra uma relação amorosa verídica, baseada em quase 2.000 mensagens de amor, paixão e utopia trocadas no Facebook entre os amantes clandestinos.

Tem uma coautora, que exige permanecer no anonimato. O texto original ocupa 299 páginas, que foram reduzidas a 40 para a versão teatral. Ele e Ela se conhecem casualmente num show e marcam um encontro. Ela pede permissão ao marido, que consente.

A relação que se estabelece a partir de então pensa o amor, as convenções, a sociedade. Uma outra presença nasce entre os amantes, algo que eles não podem confessar. Compreendem que devem aceitar o que virá, mas tem que se ater às regras. Nenhum deles sente culpa. Ficam com a sensação cruel de que tudo é dor e se perguntam se a relação deles é uma extravagância.

O que está morto deve abrir caminho para que o novo se realize, entre noites intensas nos motéis da cidade e mágoas geradas pela incerteza de viver em contradição. A atração mútua e a capacidade de maravilhar-se passa a ser o único caminho a partir do qual os amantes localizam os laços do seu vínculo.

Tentam romper com o estabelecido, mas não é fácil. O pensamento poligâmico dela enfrenta a condenação moral. Ela nega o sentimento monogâmico e tem coragem de ousar com sensibilidade e afetividade.

Mas coisas ficam de cabeça para baixo. O problema envolve as crianças, os familiares e tenta realizar-se enquanto revolução doméstica. Entre os dois amantes cria-se uma dependência total, fome mental entre dominação, fetiches, drogas.

Na noite de ano novo os três principais envolvidos, o marido, Ele e Ela encontram-se numa praça para discutir a relação, enquanto estouram os fogos da comemoração. Impõe-se uma outra realidade inevitável e, certamente, muito necessária. Como recuperar o que foi perdido? Pressões e repressões começam a ser exercidas entre as partes.

É uma peça sobre experiências amorosas levadas ao extremo. O intercâmbio afetivo constitui-se carinhosamente como a perspectiva de um sonho. Os singulares desejos de uma relação excluem sem discriminação os sentimentos de outra?

O fluxo erótico, o campo conjugal, os entes queridos, a destruição de um matrimônio, o trágico retorno ao quotidiano __ são estes os rituais de submissão da civilização?

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Luciana Domiciano e Guilherme Barcelos
Direção: Bob Bahlis

Apresentado dia 24 de agosto de 2013

Ilustração por: Gabe Benedyct
para o Caderno de Teatro Amor no Facebook

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Baudelaire

“Baudelaire” é a crônica da vida do primeiro poeta moderno e sua luta para encontrar a consciência radiante de si mesmo. O texto gira em torno do encontro fictício de Baudelaire, na hora de sua morte, com um misterioso personagem, Mefisto.

Ao assumir no seu sonho as experiências da vida e as aparências do mundo, Baudelaire dá às suas evocações um caráter original, sublime e satânico. Insurge-se contra as convenções e perturba aqueles a quem oferece suas miragens.

A busca incansável do personagem no sentido de criar uma poesia nova leva-o a projetar em torno de si uma aura impenetrável. Baudelaire é um dândi, veste-se de uma maneira aristocrática e extravagante. Mantem as mais rígidas conveniências e sua polidez é excessiva a ponto de parecer afetada. Boêmio, frequenta os cafés de Paris, embriaga-se e consome as drogas da época. Contaminado pela sífilis desde muito jovem, invoca Satã e ama as mulheres com sinistra extravagância.

Mas foi, no século XIX, o mais importante dos poetas franceses e, sem exagero, dos poetas europeus. Sua poesia passou a ser considerada como “a poesia mesmo da modernidade”.

O texto aborda as relações aberrantes que o poeta manteve durante toda a sua vida. Torra sua polpuda herança em dois anos, mora em hotéis, enche-se de dívidas. Morre paralítico, sem poder falar, depois de um ano de agonia.

Baudelaire praticou deliberadamente o Mal, como forma de atingir o Belo. O que levou Aldoux Huxley a escrever: “O mais importante dos poetas modernos foi um satânico.”

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Carlos Cunha, Lurdes Eloy, Andréia Vargas e João
Ubiratan Vieira
Direção: João Ubiratan Vieira

Apresentado dia 25 de agosto de 2013

Ilustração por: Gabe Benedyct
para o Caderno de Teatro Baudelaire

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Teatro Pornô

Lua de Mel em Buenos Aires
Um casal em lua de mel hospeda-se num hotel sinistro no centro de Buenos Aires. Durante três noites espiam violentos rituais sexuais que ocorrem no quarto ao lado. Por fim, tudo se confunde num magma prazeres. Num final inesperado, nem tudo é como se mostra. Surge uma paródia de Jorge Luís Borges e o casal é mera suposição.

A Enchente
Garoto ingênuo e camponesa devassa se refugiam num galpão durante uma enchente. O garoto é inexperiente e crédulo, filho do fazendeiro. A camponesa é uma mulher oprimida pelas circunstâncias, usada como objeto e esculachada por todos. Ela seduz o garoto, que vacila enquanto a enchente ameaça derrubar o galpão.

O Fantasma do Barão
Um antiquário e uma arquiteta passam a noite num quarto mal assombrado numa antigua fazenda. Nele, o Barão, um outrora poderoso latifundiário, proprietário de escravos, foi assassinado por um marido ultrajado. O antiquário e a arquiteta entregam-se a uma noite de confissões com muita cocaína e fissuras. Então, surge o fantasma do Barão.

O Caralho Voador
O Caralho Voador, proeminente pica entumescida, chega do espaço e é recebido por uma seita de fanáticos. Um bruxo sinistro oferece ao Caralho Voador um sacrifício humano. Uma jovem mulher é imolada e eviscerada numa prática sexual violenta. Um médico legista acompanha o ritual sangrento.

Ação na Madrugada
Policiais violentos invadem apartamento em busca de uma traficante. Torturam e barbarizam a mulher enquanto um otário, que nada tem a ver com a bronca, paga o pato.

O Profanador
Viúvo enlouquecido por amor abre a tumba da esposa falecida auxiliado pelo coveiro. O viúvo copula com o corpo podre e o coveiro não é mais que um espectro envolto numa terrível dor.

A Mulher Crucificada
Em meio a uma revolução na província, no final do século XIX, o padre encontra uma mulher crucificada na igreja. Uma epidemia de tifo assola a cidade, as hóstias da missa foram envenenadas e a prisão está cheia de presos políticos. A mulher pregada na cruz tem o corpo ensanguentado, coberto de fezes, urina e sangue. O padre transa com a mulher crucificada num paroxismo delirante. E fica sabendo de um segredo assustador.

A Anarquista Virgem
Confronto político e sexual entre anarquistas radicais. Uma das líderes do movimento quer soltar uma bomba no escritório da Microsoft. Seu companheiro na organização clandestina revolucionária defende uma posição moderada e faz uma autocrítica do movimento. No fim, só a violência resolve.

Muito Além das Nuvens Prateadas
Uma astronauta russa e um norte americano realizam uma experiência sexual na Estação Espacial. Devem conceber no espaço e para isto precisam transar conforme foram treinados. No entanto, surgem alguns imprevistos provocados pelos desenhos dos trajes espaciais e pela ausência de gravidade.

O Beijo da Besta
Ritual milenar secreto é retomado por iniciados. Um conciliábulo satanista volta a praticar o beijo da besta, requintada forma de expressão erótica que consiste em beijar o ânus do Demônio. Diabos contemporâneos dançam com laptops enquanto bruxas são enforcadas e o beijo da besta é praticado numa travesti.

FICHA TÉCNICA:

Apresentados dia 26 de agosto de 2013

– Lua de Mel em Buenos Aires
– A Enchente
– O Fantasma do Barão
– O Caralho Voador
– Ação na Madrugada
– O Profanador
Elenco: Guadalupe Casal e Ricardo Zigomático
Direção: Daniel Colin

Apresentado dia 27 de agosto de 2013

– A Mulher Crucificada
– A Anarquista Virgem
– Muito Além das Nuvens Prateadas
– O Beijo da Besta
Direção: Tainah Dadda
Elenco: Ekin e Dougla
Classificação: 18 anos

 

Ilustração por: Gabe Benedyct
para o Caderno de Teatro Teatro Pornô

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NA IMPRENSA

Zanotta recebe homenagem

São tantas as curvas desta trajetória que a Coordenação de Artes Cênicas (CAC) da prefeitura decidiu homenagear o dramaturgo pelos 35 anos de carreira com a Semana Julio Zanotta. Serão nove noites de leituras dramáticas com textos inéditos, dirigidas por diretores da cena porto-alegrense

Jornal do Comércio

19 de agosto de 2013
Por: Michele Rolim