FORTUNA CRÍTICA

Julio Zanotta estreia "Um Dia Sodoma, no Outro Gomorra", sobre dois libertinos

É impossível assistir a um espetáculo de Julio Zanotta e sair indiferente. Em seu novo trabalho, o provocador dramaturgo e diretor desafia o conservadorismo levando à cena os estranhos jogos de dois libertinos.

Fábio Prikladnicki

17 de outubro de 2019
Gaúcha ZH
Uma vida provisória

Ulisses, "escritor frustrado", como o qualifica o dramaturgo,
e Clara, "garota sensível", mas perdida. Na rua, o caos.
A jovem adentra o apartamento de Ulisses,
transformado numa espelunca suja e infecta.

Antônio Hohfeldt

22 de setembro de 2016
Jornal do Comércio
Evocação da Guerra Civil

A encenação, sabiamente, assume uma multiplicidade de vozes em sua narrativa: assim, também se multiplicamos pontos de vista em torno da personagem; não há nem o bandido, nem o herói. Existe a figura humana, contraditória, mas admirável, que soube deixar sua marca na história.

Antônio Hohfeldt

13 de novembro de 2015
Jornal do Comércio
A Guerra Civil de Gumercindo Saraiva

O espetáculo começa com os atores iluminando com lanternas
as gravuras colocadas nas paredes e no teto.
No fim do espetáculo é que “caiu a ficha” e percebi que aquilo significava um dialogo dos atores com as gravuras ali postas.

Jorge Alberto Benitz

31 de outubro de 2015
Correio do Povo
Reencontro com Zanotta e Guevara

Deus resolve chamar Guevara e lhe entrega o livro com os sete selos do Apocalipse. Guevara dependura o livro no bico de um condor e, a partir daí, a peça - num formato de um ritual gregoriano- faz a apresentação e a interpretação daquilo que seriam os anúncios do final do mundo.

Antônio Hohfeldt

01 de novembro de 2012
Jornal do Comércio
Milkshake de Shakespeare

O enredo é tão caótico e irônico quanto toda a tradição dramatúrgica de Zanotta Vieira deveria nos fazer prever.

Antônio Hohfeldt

23 de julho de 2010
Correio do Povo
Referências clássicas com roupagem atual

"O texto de Júlio Zanotta Vieira vem ao encontro dessa tese polêmica, propondo uma mistura de célebres personagens shakespearianos, fast food, humor e uma atmosfera que procura remeter o espectador aos filmes de Tim Burton"

Marcio Renato dos Santos

28 de outubro de 2010
Gazeta do Povo
O Dramaturgo Julio

Pelo conjunto da obra publicada pelo Julio até agora, já se pode ir percebendo que se trata de um sujeito de alta valia. Em nossa terra tão afeita aos modos tão realistas de fazer literatura e arte, um ousado como ele cria o desconforto imprescindível para renovar o ar da sala.

Luís Augusto Fischer

04 de maio de 1997
ABC Domingo
A Loucura é Horror, A Loucura é Fascínio

Se o traço demolidor de Lordsir por si só garante a atmosfera insustentável, o texto de Zanotta logra ainda mais o adensamento de uma condição já suficientemente emparedada.

Paulo Bentancur

08 de novembro de 1996
Porto & Virtgula
Febril Clarão da Consciência

Foram 4 peças onde o irracional, a violência, o desespero e o incômodo convívio com o febril clarão da consciência explodiam no palco de forma inédita.

Paulo Bentancur

05 de novembro de 1996
Jornal do Comércio
Farsa Política que enche olhos e ouvidos do público

Fundamentalmente, o espetáculo aborda o vazio de poder contradições vividas pelo governo Sarney, travestido no Prudente Presidente, discutindo da dívida externa à dependência internacional vivida pelo país, a luta pelo poder e a absurda miserabilidade em que vive o povo.

Antônio Hohfeldt

24 de abril de 1988
Diário do Sul
Nietzsche sob o peso de ditaduras do Cone Sul

A trama é conduzida a partir do propalado amor incestuoso de Nietzche por sua irmã Elizabeth, intima de rodas sociais européias e envolvida com o movimento nazista.

Luiz Carlos Barbosa

22 de maio de 1986
Gazeta Mercantil Sul
Nietzsche não chegou ao Paraguai

Não existe uma história a ser narrada. Mas prevalece um clima irracional de corrente de consciência, misturando a figura do filósofo Nietzsche com um entrecho imaginário. Assim, ficam mascaradas as intenções mais fundas do texto, enredadas num caleidoscópio psicanalítico de associações livres.

Claudio Heeman

06 de junho de 1986
Zero Hora
Nietzsche num Sanatório

O tema da loucura não interessou por acaso a Julio Zanotta Vieira, que sempre trabalhou temas muito próximos, inclusive o absurdo. Não é casual, por exemplo, que se tome Nietzsche num sanatório para dementes, e muito menos que o narrador seja um louco, ou ao menos catalogado como tal.

Antônio Hohfeldt

04 de junho de 1986
Gazeta Mercantil Sul
O Nietzsche que nunca foi ao Paraguay

Para os espectadores pouco acostumados à ‘’temática Nietzsche’’, é aconselhável ler a obra do mesmo e até o que já se disse ou escreveu a respeito dele, para que o espetáculo seja melhor compreendido, pois determinadas alusões ao filósofo alemão necessitam de uma informação anterior, para que não se ‘’bóie’’ no entendimento de algumas cenas.

Angela Lulkin

04 de junho de 1986
Jornal do Comércio
Los Atractivos de ‘‘Marilia’’

‘‘La mujer en busca de libertad y afirmación’’ podría ser
la sínteses del argumento de Marilia; pero además
se advierte el choque entre lo nuevo y lo viejo,
¡como lo fue siempre; como lo será por siglos!

Glicerio Garcia Campos

25 de agosto de 1982
La Industria
Um espetáculo forte e surpreendente

Zanotta mostra-nos, de um como articulam-se os burocratas para, utilizando a estrutura militar, apoderar-se do sistema e utilizá-lo em benefício próprio.

Antônio Hohfeldt

18 de novembro de 1980
Correio do Povo
A Grande Surpresa deste Ano

Revelou-se como uma agradabilíssima surpresa. Para além da atualidade do texto, encontramos um espetáculo muito bem acabado, sem modismos estéreis, sem gritos, sem exageros, atuando com precisão milimétrica, numa ambientação possante e eficiente — por vezes até criando um impasse para a concentração sobre o texto, tal a sua força — nos telões de Magliani.

Antônio Hohfeldt

02 de outubro de 1979
Correio do Povo
‘‘A Libertação do Diretor Presidente’’

Nada é rígido, pré-estabelecido, e nisto reside a importância maior desta montagem que fala em marginalidade, luta de classe, fome, greves e muito mais. E no final, cada espectador leva uma impressão diferente, o que é difícil de acontecer no teatro tradicional.

Décio Presser

30 de agosto de 1979
Folha da Tarde
O teatro de Zanotta Vieira

É espetáculo de conscientização em torno da realidade contemporânea, com o jogo de intuições e reflexões projetadas na proposta concebida e dirigida por esse curtidor moço e sério que é Julio Zanotta Vieira.

Aldo Obino

29 de agosto de 1979
Correio do Povo
As qualidades de ‘‘A Libertação do Diretor Presidente’’

São quatro atuações de grande qualidade que dão ao espetáculo o necessário acabamento interpretativo. A quase acrobática ação física imaginada pelo diretor oferece contrapeso para a natureza estática do texto. Os movimentos ficam integrados intimamente aos elementos praticáveis da cenografia — umas carrocinhas que parecem jaulas ou gaiolas — obtendo efeito de grande dinamismo.

Claudio Heeman

28 de agosto de1979
Zero Hora
A estréia de uma peça de vanguarda ''A Libertação o Diretor-Presidente''

Não há música, mas sons guturais , provocando efeitos hora grotescos, ora chocantes, formando estranhas vocalizações. Portanto "A Libertação o Diretor-Presidente" destina-se a um público mais restrito que realmente curta o teatro de vanguarda.

Décio Presser

24 de agosto de 1979
Folha da Tarde
Duas peças de Julio Vieira

É contratatro à maneira John Gay com a Ópera dos Mendigos. É teatro-lixo, sendo que a peça sobre a medicina começa com nudismo total, envolto em câmara de material plástico.

Aldo Obino

25 de abril de 1978
Correio do Povo
‘’A Divina Proporção’’ e ‘’A Felicidade não Esperneia’’

Não fossem as agressões, tentando impedir o público de ter suas próprias reações o espetáculo seria um exercício fascinante de criatividade, comparável ao teatro de vanguarda feito nos grandes centros. A loucura é tão grande e desenfreada que certas pessoas retiram-se antes do término.

Décio Presser

23 de abril de 1978
Folha da Tarde
Propósito Devastadores

Os atores se atiram a seus papéis (sem alusão a certos aspectos cenográficos do espetáculo, são feitos de monturos de jornais rasgados) com grunidos, contorções, epilepsias e um rude homor absurdo, numa pesada celebração de anarquia.

Claudio Heeman

 22 de abril de 1978
Zero Hora
Dois textos de Julio Zanotta e a direção de Paulo Flores

Filia-se neste sentido, o autor, ao chamado "teatro pânico" uma vez que propõe o texto, efetivamente, uma certa anarquia, inclusive a partir das orientações dadas ao encenador potencial nas rubricas de cena.

Antônio Hohfeldt

13 de abril de 1978
Correio do Povo